The Theory of Poker
By: Jay Greenspan October 06, 2003
De acordo com David Sklansky, quando você se senta e compra fichas, seja jogando razz ou hold'em, com limites ou sem limites, você deve ter um único objetivo em mente: cometer o mínimo de erros possível e forçar os outros a cometer tantas decisões erradas quanto você conseguir. É provável que você venha agindo de acordo com essa lógica mesmo sem nunca ter pensado no jogo nesses termos. Você blefou para fazer uma mão melhor passar e jogou devagar para conseguir o máximo de um oponente sem sorte. Mas fora essas situações óbvias, como você identifica um erro?
No livro The Theory of Poker Sklansky identifica o teorema fundamntal do pôquer, que diz: você comete um erro quando não joga do mesmo jeito que jogaria vendo as cartas do seu oponente. Seus oponentes cometem um erro quando fazem o mesmo.
Parece simples? Bem, não é. Para evitar seus erros e forçar os outros a cometê-los, você precisa de um sólido conhecimento de probabilidade, teoria do jogo, psicologia e todo o tipo de truque que você e seus oponentes possam utilizar. The Theory of Poker toca em todos esses assuntos e mostra como aplicar o teorema fundamental.
Este é um livro importante, um que deve ser lido por qualquer um que espera melhorar seu jogo. Mas não dá pra se dizer que The Theory of Poker é fácil ou que não tem problemas substanciais.
Muito do material em The Theory of Poker é denso. Muitos jogadores, particularmente os iniciantes, acharão o livro superficial. Os primeiros capítulos sobre probabilidade (chance do pote, chance efetiva, chance implícita e chance implícita reversa) providenciam informações críticas para o jogo de qualidade, mas muitos conceitos estão agrupados em sentenças curtas e não há exemplos suficientes. Eu só espero que em futuras edições do livro, Sklansky expanda esses capítulos e providencie alguns exercícios para aqueles que (como eu) tem dificuldade em dividir a conta do jantar, e ainda mais de calcular as probabilidades durante o jogo.
Os capítulos sobre semi-blefe são os melhores do livro. Sklansky parece ser apaixonado pelo semi-blefe (e porque não seria?) e os detalhes que ele nos dá sobre seu uso e efetividade nos fará apostar neles. As seções sobre aumentar, jogar devagar, pedir mesa e aumentar, e blefar são úteis também.
Os últimos capítulos sobre teoria do jogo e psicologia são muito breves para serem especialmente úteis. Ele toca em conceitos interessantes, mas não há informação sólida o bastante para se aplicar em um jogo ao vivo. Mesmo assim, vale a pena ler esses capítulos e dão ótimos pontos de partida para estudos futuros.
Os exemplos em The Theory of Poker são tirados de todos os tipos de jogos -- 7 stud, razz, hold'em, com limites, sem limites, torneios, etc. Mas o livro em geral, e o teorema fundamental do pôquer são melhores quando aplicados ao jogo com limites. O teorema fundamental diz que "todas as vezes" que você joga diferente do que jogaria diferente de que seu oponente pudesse ver suas cartas, ele ganha, e viceversa. Sklansky quase nunca discute a severidade dos erros que você ou seu oponente podem cometer. Em jogos sem-limites e limitados ao pote, o tamanho dos erros, não a quantidade deles, determinam sua lucratividade. Este livro oferece poucos concelhos sobre forçar ou evitar grandes erros.
Infelizmente, a qualidade da escrita em The Theory of Poker é pobre. No prefácio de Hold'em for Advanced Players, Sklansky diz que é um jogador de cartas, e não um escritor. O leitor deve então perdoar seu estilo abrupto, denso e sem humor. Mas Sklansky escreveu ou co-escreveu nada menos do que dez livros. Por definição ele é um escritor profissional. Seus livros podem melhorar notavelmente se ele aplicar o mesmo rigor que aplica a analise do jogo ao seu texto. Ou poderia contratar um editor.
No geral, The Theory of Poker é leitura obrigatória e é um texto essencial para qualquer biblioteca de jogador de pôquer. Mas fique preparado para uma leitura difícil ao passar por capítulos "secos".
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